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Transtornos Relacionados a Inalantes

  • Transtorno por Uso de Inalantes
  • Intoxicação por Inalantes
  • Outros Transtornos Induzidos por Inalantes
  • Transtorno Relacionado a Inalantes Não Especificado
Transtornos Relacionados a Alucinógenos

Transtorno por Uso de Inalantes

Critérios Diagnósticos

As características do transtorno por uso de inalantes incluem uso repetido de uma substância inalante apesar da consciência de que ela está causando problemas graves para o indivíduo.

Absenteísmo no trabalho ou na escola ou incapacidade de desempenhar responsabilidades típicas no trabalho ou na escola e uso contínuo da substância inalante apesar das discussões com a família ou amigos, brigas e outros problemas sociais ou interpessoais (Critério A6) podem ser observados no transtorno por uso de inalantes. Restrição do contato com a família, das obrigações no trabalho ou na escola ou das atividades recreativas (p. ex., esportes, jogos, passatempos) também pode ocorrer. Observa-se, ainda, uso de inalantes durante a condução de veículos ou operação de equipamento perigoso.

Há relatos tanto de tolerância como de abstinência leve por cerca de 10% dos indivíduos que usam inalantes, e alguns destes utilizam essas substâncias para evitar abstinência.

Contudo, como os sintomas de abstinência são leves, este Manual não reconhece um diagnóstico de abstinência de inalantes e não inclui queixas de abstinência nos critérios diagnósticos para transtorno por uso de inalantes.

Transtornos Relacionados a Alucinógenos

Consequências Funcionais do Transtorno por Uso de Inalantes

Devido a sua toxicidade inerente, o uso de butano ou propano é frequentemente fatal. Além disso, todos os hidrocarbonetos voláteis inalados podem resultar em “morte súbita por inalação” decorrente de arritmia cardíaca.

Pode ocorrer morte mesmo na primeira exposição ao inalante, a qual, acredita-se, não está relacionada à dose.

O uso de hidrocarbonetos voláteis compromete o funcionamento neurocomportamental e causa diversos problemas neurológicos, gastrintestinais, cardiovasculares e pulmonares. Indivíduos que usam inalantes por muito tempo correm maior risco de tuberculose, HIV/aids, doenças sexualmente transmissíveis, depressão, ansiedade, bronquite, asma e sinusite.

Mortes podem resultar de depressão respiratória, arritmias, asfixia, aspiração de vômito ou de acidentes e lesões.

Comorbidade

Indivíduos com transtorno por uso de inalantes que recebem cuidados clínicos costumam apresentar vários outros transtornos por uso de substâncias.

O transtorno por uso de inalantes normalmente tem ocorrência concomitante com transtorno da conduta na adolescência e transtorno da personalidade antissocial. O uso de inalantes e o transtorno por uso de inalantes na idade adulta também estão fortemente associados a ideação suicida e a tentativas de suicídio.

Intoxicação por Inalantes

Características Diagnósticas:

A intoxicação por inalantes é um transtorno mental relacionado a inalantes clinicamente significativo que se desenvolve durante, ou imediatamente após, a inalação intencional ou acidental de uma substância volátil baseada em hidrocarbonetos.

Hidrocarbonetos voláteis são gases tóxicos exalados por colas, combustíveis, tintas e por outros compostos voláteis. Sempre que possível, a substância específica deve ser nomeada (p. ex., intoxicação por tolueno).

Com determinadas substâncias, a intoxicação desaparece no prazo de minutos a horas após o término da exposição.

Portanto, a intoxicação por inalantes geralmente ocorre em episódios breves que podem ter recorrência.

Consequências Funcionais da Intoxicação por Inalantes

O uso de substâncias inaladas em recipiente fechado, como uma sacola plástica ao redor da cabeça, pode levar a inconsciência, anoxia e morte.

Em outros casos, “morte súbita por inalação”, provavelmente decorrente de arritmia ou parada cardíaca, pode ocorrer com vários inalantes voláteis.

A toxicidade acentuada de determinados inalantes voláteis, como butano ou propano, também causa mortes.

Embora a intoxicação por inalantes em si seja breve, ela pode produzir problemas médicos e neurológicos persistentes, especialmente se as intoxicações forem frequentes.