Alcoolismo

O alcoolismo é uma doença que afeta grande parte da população, tendo a sua maior taxa entre as pessoas do gênero masculino, é caracterizado pela incontrolável vontade de beber, culminando na tolerância ao álcool (onde o indivíduo necessita de doses cada vez maiores para que sinta o efeito da bebida em seu organismo) e por fim, a dependência física, que começa a se manifestar com sintomas psíquicos e físicos quando ocorre a abstinência alcoólica.

Muitas pessoas acreditam que o alcoolismo é relacionado pela quantidade de bebida ingerida, mas na verdade o diagnóstico tem relação exata com a capacidade de controlar esse consumo.

Clinicas Reset Prime – Tratamento de Dependência Alcoólica

Muitos são os fatores conhecidos que auxiliam na dependência alcóolica, tais como a predisposição genética e fatores associados a angústia, ansiedade, insegurança, condições culturais e o fácil acesso ao álcool. A questão da inserção dos adolescentes na sociedade, pode desencadear o hábito do consumo de álcool devido aos efeitos dos primeiros sintomas que tal substância ocasiona, como a desinibição e a euforia, fatores que contribuem para que o adolescente consiga se socializar em grupos.

Segundo dados encontrados no site do Hospital Israelita Abert Einstein, o álcool, junto com o tabagismo, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças.

Quando utilizado por tempo prolongado, tem ação tóxica sobre diversos órgãos. O uso constante provoca danos ao sistema nervoso, podendo causar demência, bem como diminuição da sensibilidade e da força muscular nas pernas. Outras possíveis consequências são: no estômago, pode ocasionar gastrites e úlceras; no fígado, pode desencadear hepatites, acúmulo de gordura e cirrose; no pâncreas, gera pancreatite; e no sistema circulatório, aumenta o risco de miocardites, pressão alta, acidentes vasculares cerebrais e aterosclerose (acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos). O álcool também tem relação com o desenvolvimento de câncer no trato intestinal, na bexiga, próstata e outros órgãos.

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Além disso, ficam prejudicadas as relações sociais. No excesso e na ausência dele, o dependente se torna irritado, tem tremores e crises de ansiedade, que só melhoram com o consumo cada vez maior.

O tratamento para o alcoolismo, reúne a psicoterapia, tratamento psiquiátrico, em alguns casos a utilização de psicofármacos se faz necessário, a terapia familiar e em grupo é de suma importância, visto que o alcoolismo afeta drasticamente o convívio social e familiar do dependente.

Transtornos Relacionados ao Álcool

  • Transtorno por Uso de Álcool
  • Intoxicação por Álcool
  • Abstinência de Álcool Outros
  • Transtornos Induzidos por Álcool
  • Transtorno Relacionado ao Álcool Não Especificado

Transtorno por Uso de Álcool

Características Diagnósticas O transtorno por uso de álcool é definido por um agrupamento de sintomas comportamentais e físicos, os quais podem incluir abstinência, tolerância e fissura. A abstinência de álcool caracteriza-se por sintomas de abstinência que se desenvolvem aproximadamente 4 a 12 horas após a redução do consumo que se segue a uma ingestão prolongada e excessiva de álcool. Como a abstinência de álcool pode ser desagradável e intensa, os indivíduos podem continuar o consumo apesar de consequências adversas, frequentemente para evitar ou aliviar os sintomas de abstinência. Alguns desses sintomas (p. ex., problemas com o sono) podem persistir com intensidade menor durante meses e contribuir para a recaída. Assim que um padrão de uso repetitivo e intenso se desenvolve, indivíduos com transtorno por uso de álcool podem dedicar grandes períodos para obter e consumir bebidas alcoólicas. A fissura por álcool é indicada por um desejo intenso de beber, o qual torna difícil pensar em outras coisas e frequentemente resulta no início do consumo. O desempenho escolar e profissional também pode sofrer tanto devido aos efeitos posteriores ao consumo como devido à intoxicação em si na escola ou no trabalho; pode haver negligência dos cuidados com os filhos ou dos afazeres domésticos; e ausências relacionadas ao álcool podem ocorrer na escola ou no trabalho. O indivíduo pode usar álcool em circunstâncias que representam perigo para a integridade física (p. ex., conduzir veículos, nadar, operar máquinas durante intoxicação). Por fim, indivíduos com transtorno por uso de álcool podem continuar a consumir a substância apesar do conhecimento de que o consumo contínuo representa problema significativo de ordem física (p. ex., “apagões”, doença hepática), psicológica (p. ex., depressão), social ou interpessoal (p. ex., brigas violentas com o cônjuge durante intoxicação, abuso infantil).

Consequências Funcionais do Transtorno por Uso de Álcool

As características diagnósticas do transtorno por uso de álcool destacam as principais áreas de funcionamento da vida que podem ficar prejudicadas. Entre elas estão a condução de veículos e a operação de máquinas, a escola e o trabalho, os relacionamentos e a comunicação interpessoais e a saúde. Transtornos relacionados ao álcool colaboram para absenteísmo no emprego, acidentes relacionados ao trabalho e baixa produtividade. As taxas são elevadas entre os sem-teto, talvez refletindo a queda vertiginosa no funcionamento social e profissional, embora a maioria dos indivíduos com transtorno por uso de álcool continue a viver com suas famílias e a trabalhar. O transtorno por uso de álcool está associado a aumento significativo no risco de acidentes, violência e suicídio. Estima-se que uma em cada cinco admissões em UTIs em determinados hospitais urbanos esteja relacionada ao álcool e que 40% das pessoas nos Estados Unidos sofram um acidente relacionado à substância em algum momento de suas vidas, sendo esta responsável por até 55% dos acidentes de trânsito fatais. O transtorno grave por uso de álcool, especialmente em indivíduos com transtorno da personalidade antissocial, está associado a atos criminosos, incluindo homicídio. O uso problemático e grave da substância também contribui para desinibição e sentimentos de tristeza e irritabilidade, os quais colaboram para tentativas de suicídio e suicídios consumados. A abstinência de álcool não prevista em indivíduos hospitalizados cujo diagnóstico de transtorno por uso da substância passou despercebido pode acrescentar riscos e custos de hospitalização e maior tempo de internação.

Intoxicação por Álcool

Características Diagnósticas A característica essencial da intoxicação por álcool consiste na presença de alterações comportamentais ou psicológicas clinicamente significativas e problemáticas (p. ex., comportamento sexual ou agressivo inadequado, humor instável, julgamento prejudicado e comprometimento no funcionamento social ou profissional) que se desenvolvem durante ou logo após a ingestão de álcool. Essas alterações são acompanhadas por evidências de prejuízo no funcionamento e no julgamento e, caso a intoxicação seja intensa, podem resultar em coma potencialmente letal. Os sintomas não podem ser atribuíveis a outra condição médica (p. ex., cetoacidose diabética), não refletem condições como delirium e não estão relacionados à intoxicação por outras drogas ou fármacos depressores (p. ex., benzodiazepínicos). Os níveis de incoordenação podem interferir na capacidade de conduzir veículos e de realizar atividades habituais a ponto de causar acidentes. Evidências do uso de álcool podem ser obtidas a partir do odor alcoólico no hálito do indivíduo, da história do indivíduo ou de outro observador e, quando necessário, de material respiratório, sanguíneo ou urinário do indivíduo para análise toxicológica.

Abstinência de Álcool
Características Diagnósticas

A característica essencial da abstinência de álcool é a presença de uma síndrome de abstinência característica que se desenvolve no período de várias horas a alguns dias após a cessação (ou redução) do uso pesado e prolongado de álcool. A síndrome de abstinência inclui dois ou mais sintomas que refletem a hiperatividade autonômica e a ansiedade em conjunto com sintomas gastrintestinais. Os sintomas de abstinência causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Os sintomas não devem ser atribuíveis a outra condição médica nem ser mais bem explicados por outro transtorno mental (p. ex., transtorno de ansiedade generalizada), incluindo intoxicação por ou abstinência de outra substância (p. ex., abstinência de sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos). Os sintomas podem ser aliviados por meio da administração de álcool ou benzodiazepínicos (p. ex., diazepam). Os sintomas de abstinência geralmente começam quando as concentrações sanguíneas de álcool declinam abruptamente (i.e., em 4 a 12 horas) depois que o uso de álcool foi interrompido ou reduzido. Refletindo o metabolismo relativamente rápido do álcool, a intensidade dos sintomas costuma atingir o auge durante o segundo dia de abstinência, e os sintomas tendem a melhorar acentuadamente no quarto ou quinto dia. Após abstinência aguda, entretanto, os sintomas de ansiedade, insônia e disfunção autonômica podem persistir durante um período de até 3 a 6 meses em níveis menores de intensidade. Menos de 10% dos indivíduos que desenvolvem abstinência de álcool chegam a desenvolver sintomas drásticos (p. ex., hiperatividade autonômica grave, tremor, delirium por abstinência de álcool). Convulsões tônico-crônicas ocorrem em menos de 3% das pessoas.

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